“Independência ou
Morte!?” - Disse o Sr. Dom Pedro
Primeiro, no dia 7 de setembro em 1822, as margens do rio Ipiranga. Mas não é
exatamente essa história que eu vou contar...
Imagine só... E se
fosse hoje? Exatamente hoje, em que um “Dom Pedro”, o seu Luiz da padaria, a
professora dona Joana, o estudante Thiago, até mesmo eu ou você... É... VOCÊ!
Aonde seria o seu “Grito de Independência”? Aonde você se expressaria? Aposto
que você pensou em redes sociais, por exemplo, o facebook! E imagine se esse recurso
de expressão for VETADO! Agora você pensou: “O que vai ser de mim? Eu não vou
mais ‘existir’!”
É incrível como a
tecnologia mudou nossos hábitos, as nossas estruturas, a forma de nos
comunicar.
Antigamente (nem tão
antigamente assim), pra saber data de aniversários, a cor preferia das amigas,
ou de quem fulana estava namorando, fazíamos um caderno com longas perguntas em
que passavam horas respondendo, ou então conversávamos pessoalmente, ou um
telefonema. Hoje é muito simples! O facebook nos envia um lembrete na página
inicial sobre aniversários, podemos “vasculhar” a vida dos amigos em click,
saber onde foram e o que estão falando, os seus interesses. E você parou pra
pensar que não só seus amigos estariam interessados na sua vida? Ou que podem
estar de olho nas informações, ou o que você fala, ou nos seus hábitos de
consumo? Com certeza não vai adiantar dizer “Bejim no ombro pro recalque passar
longe”. Enquanto algumas pessoas pensam tão inutilmente em distrações
midiáticas como o BBB ou uma novela (não estou julgando), já parou pra pensar
em quem você é na internet, à imagem que você transmite ou o que você posta? E
agora, sentiu que “invadiram” sua vida virtual e ao mesmo tempo real? Até onde
vai sua “liberdade” de expressão?
Por outro lado, é
incrível como podemos discutir vários temas com um vizinho pela rede e ao mesmo
tempo com alguém que mora do outro lado do mundo. Como é bom ter essa
liberdade! Poder postar e escrever o que pensamos e lá falamos sobre nosso
“Grito de independência” diariamente.
Opa! Espera um
minuto! Liberdade? Esse assunto de novo... E não é aquela que Dom Pedro clamou,
mas também se fosse por ele, talvez isso nem estivesse escrito aqui.
Voltando... Já
aconteceu com você, fazer uma comprinha online, ou pesquisar sobre um assunto e
em seguida, lá no cantinho da página, mesmo que já tenha percorrido por outros
assuntos distintos, aparecer vários anúncios “perseguidores” sobre o tema
anterior? Você já se perguntou como eles dizem a você “EU SEI O QUE VOCÊ
PESQUISOU NA SEMANA PASSADA HAHAHA”. ???
Estranho? Não! Mas
agora isso vai acabar, segundo o site do g1.globo.com, foi aprovada a Lei para
o Marco Civil na Internet, e fala sobre que as empresas de acesso não poderão "espiar" o
conteúdo das informações trocadas pelos usuários na rede. Há interesse em fazer
isso com fins comerciais, como para publicidade, nos moldes do que Facebook e
Google fazem para enviar anúncios aos seus usuários de acordo com as mensagens
que trocam.
Mas o que exatamente
diz essa lei? Regular o uso da
Internet no Brasil, por meio da previsão de princípios, garantias, direitos e
deveres para quem usa a rede, bem como da determinação de diretrizes para a
atuação do Estado. Leia mais em http://g1.globo.com/politica/noticia/2014/03/camara-aprova-marco-civil-da-internet.html
Uhull! Que ótimo! Agora vamos ter diretos e leis na internet!
Mais privacidade! Será? Me engana, mas eu não gosto!
Isso é como uma faca de dois gumes. Por um lado dizem
proteger seus direitos e informações, mas o que exatamente irão fazer com essas
informações? Mudando de vertente, se hoje eu escrever algo em que o governo não
gostar, ou não achar correto e várias pessoas aderirem minha ideia, ela
simplesmente vai ser retirada da rede e não por mim. E até mesmo este texto do
blog não estaria aqui. Vetar a liberdade de expressão não é opção viável, é de
se desconfiar dos tramites que se passam. Lembra-se do grito de independência
que foi citado lá em cima? Então! É dele
precisamos pra sempre expressar nossas opiniões e direitos, assim como foi às
margens do Rio Ipiranga, fazemos o mesmo às margens de um teclado e um sinal de
rede. Lembrando que, apesar disso, a dignidade, a integridade humana e o
respeito, esses sim devem possuir leis rigorosas tanto no off-line quanto
ambiente online. De um lado otimista, visando alguns conceitos da lei, o marco
civil da internet seria uma boa opção em algumas ações, porém necessário
aperfeiçoar vários lados desta proposta aprovada. E agora eu deixo a questão a
você, seria um “Click ou morte”? Não deixe matem dentro de você suas opiniões e
seus princípios.




